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As Economias do Brasil e do Peru Prontas para Florescer no Mundo P s Recess o No hemisf rio ocidental os Estados Unidos sentiram a for a total da recente crise financeira global e iniciaram uma lenta e rdua recupera o enquanto alguns pa ses da Am rica Latina especialmente Brasil e Peru est o experimentando um forte crescimento. O que esses pa ses emergentes tem feito para se posicionar de forma t o favor vel Diferentemente das retra es econ micas de d cadas anteriores a recente crise financeira foi excepcionalmente extensa e severa atingindo praticamente todas as economias do mundo. medida que a crise vai enfraquecendo fica claro que a recupera o tamb m n o segue os moldes convencionais. Embora tanto as economias emergentes quanto as desenvolvidas tenham sofrido durante a retra o o impacto foi menos severo e a recupera o mais forte em algumas economias emergentes. Depois de uma contra o na produ o no primeiro semestre de 2009 o Brasil e o Peru por exemplo est o se firmando como pot ncias regionais. Ambos experimentaram s lido crescimento a partir de mar o de 2009 superando de forma significativa os mercados desenvolvidos. O Brasil manteve sua condi o de economia global em desenvolvimento de consider vel import ncia juntamente com a R ssia ndia e China muitas vezes conjuntamente denominados pa ses BRIC enquanto o Peru tecnicamente nem mesmo entrou em recess o. A Am rica Latina permanece firme No pice de crise o crescimento real do produto interno bruto (PIB) nas economias desenvolvidas como os Estados Unidos caiu de 2 7% em 2007 para -3 4% em 2009 enquanto Brasil e Peru permaneceram inalterados ou cresceram a taxas entre 0% e 1 1% respectivamente. A Economist Intelligence Unit (EIU) prev que o PIB dos Estados Unidos crescer taxa de 2 8% em 2010 e a taxa de desemprego provavelmente continuar elevada durante todo o ano. Em contraste a regi o da Am rica Latina com algumas exce es notadamente Equador e Venezuela continuar a experimentar um crescimento significativamente mais forte. Um dos motivos pelo qual Brasil e Peru n o foram atingidos t o fortemente quanto os Estados Unidos pela recente retra o econ mica foi por que a crise teve in cio nos mercados financeiros secund rios dos pa ses desenvolvidos. Brasil e Peru n o t m o tal shadow banking system sistema banc rio paralelo todas as institui es financeiras s o monitoradas pelo banco central dos pa ses. Al m disso reformas estruturais juntamente com o aumento nos pre os das commodities e a entrada de capital e remessas nos anos que levaram crise colocaram esses pa ses em posi o para melhor resistir a choques externos. Em geral esses pa ses demonstraram ter pol ticas macroecon micas s lidas que lhes permitiram ter um desempenho relativamente bom comparado ao das economias mais desenvolvidas (vide quadro). A capacidade de recupera o macroecon mica desses pa ses durante uma crise internacional resultou na classifica o de risco investment grade dos t tulos de d vida soberanos do Brasil e do Peru. Mencionando contas externas robustas e comprometimento com pol ticas macroecon micas est veis as ag ncias de classifica o de risco Standard & Poor s e Fitch melhoraram a classifica o do Brasil para BBB- em abril e em maio de 2008 respectivamente. A Moody's melhorou a classifica o do Brasil de Ba1 para Baa3 em setembro de 2009. Em decorr ncia da crescente resist ncia do Peru a choques externos e de uma maior liquidez externa a Fitch e a Standard & Poor s melhoraram a classifica o de risco do pa s para BBB em abril e em julho de 2008 respectivamente. A Moody s foi a ltima a melhorar a classifica o de risco do Peru para um n vel investment grade Baa3 em dezembro de 2009. O crescimento antes da queda A forte demanda estrangeira financiamentos externos imediatamente dispon veis termos comerciais favor veis um crescente apetite por risco de investidores estrangeiros e a entrada de remessas no in cio da d cada criaram uma estrutura que estimulou o crescimento econ mico na Am rica Latina e permitiu que muitos pa ses latinoamericanos inclusive Brasil e Peru realizassem importantes reformas econ micas. Algumas dessas reformas abriram a regi o para o com rcio e capital internacionais. O crescimento constante em outras partes do mundo juntamente com os elevados pre os dos commodities beneficiaram os pa ses da Am rica Latina ricos em recursos por meio do aumento das exporta es de produtos minerais e agr colas. Esse crescimento levou a um com rcio mais abrangente e super vits nas contas-correntes da regi o da Am rica Latina o que permitiu de forma significativa a muitos pa ses latinoamericanos inclusive Brasil e Peru acumular reservas internacionais e liquidar suas d vidas externas. Para exportadores de commodities como Brasil e Peru o a
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